Cereja do Topo, por Lorena Gonzalez.

Dois meses
30 de novembro de 2016 às 9:24 PM | por Lorena Gonzalez Leal.
Dois meses não são nada. Um espaço de tempo regulado por um cara que inventou uma medida, deu um nome e saiu vendendo calendários. Um período tão curto que não cabe nem uma estação. Dois meses não são suficientes pra conhecer todos os países do mundo e com certeza não foram tempo suficiente pra conhecer todas as pintas do seu corpo e muito menos pra enjoar delas.
Dois meses não me fizeram entender sua cabeça, não me revelaram todos os seus mistérios, não construíram o nosso universo. Mas, de alguma forma, te inseriram na minha história, te fizeram parte dos meus planos. Dois meses foram suficientes pra me fazer querer mais meses. Pra me fazer querer mais tempo, mais estações, mais países, mais desenhos no seu corpo.
Dois meses não tiraram a graça do seu sorriso e do seu jeito de me olhar, seu jeito de dizer que eu sou linda quando eu sei que você é a mais linda de todas. Não tiraram a graça de lutar contra o sono do seu lado, protelar a hora de acordar, e te provocar com a minha vênus em escorpião. Na verdade, os dois meses só aumentaram o prazer de viver cada um desses dias.

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Três Marias
11 de novembro de 2016 às 2:02 AM | por Lorena Gonzalez Leal.
         Eram constelações as marcas no seu rosto, cada uma contando uma história, fazendo com que eu me aventurasse mais e mais adentrando esse universo. E o zodíaco do seu corpo guiando os movimentos do meu em uma sintonia perfeita, quase inexplicável se não fosse essa atração magnética entre eu e você.
       E se as pintas eram estrelas, os olhos eram dois buracos negros, me engolindo inteira sem piedade, afundando em mim e me tirando toda a certeza de ser. Dois olhos castanhos me hipnotizando, mantendo os meus olhos castanhos como reféns perdidos no espaço. 
     Mas naquela noite foram seus dedos que me fizeram viajar, rápidos, precisos, como se comandassem o lançamento de um foguete. Um foguete que me levou direto pra lua, me tirando do meu próprio corpo e me dirigindo ao êxtase. E eu astronauta sem causa aproveito cada segundo do nirvana com o corpo tremendo segurando de perto seu corpo coberto de estrelas.   

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Lorena.

Paranaense, estudante de moda, escorpiana, chocólatra, impaciente, curiosa, desorganizada, ansiosa. Eu tenho um macaco azul e um sapo de aparelho, nunca tive amigos imaginários e no dia da Toalha eu levo a minha para todos os lugares. Dou risada em filme de terror, adoro cama-elástica, algodão doce e maçã do amor, acho divertido subir em árvores. Adoro escrever... Não me atreveria jamais a escrever um poema, sei que meu lugar é a prosa, o verso eu deixo pra quem quiser.

Sobre o blog.

"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar pra mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias. Mas preparado estou para sair discretamente pela saída da porta dos fundos. Experimentei quase tudo, inclusive a paixão e o seu desespero. E agora só quereria ter o que eu tivesse sido e não fui."




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