Cereja do Topo, por Lorena Gonzalez.

Quando
12 de julho de 2016 às 7:34 PM | por Lorena Gonzalez Leal.
Quando cansar da minha conversa
me escreva uma carta pedindo que eu me cale.
Não precisa de pedido formal,
papel de carta e selo oficial.
Não carimbe nem coloque remetente.
Pode até escrever no papel de pão.
Só peça que eu me cale. 

Quando meu beijo te enjoar,
compre uma caixa de dramin e beba bastante água
e se afaste da minha boca.
Não perca tempo com chá de ervas
e reponha logo seus nutrientes.
Pode dizer que a culpa é minha.
Só se afaste da minha boca.

Quando não me quiser mais
me chame pra um café,
ou algo gelado que dê pra tomar mais rápido,
e diga que acabou.
Não precisa esperar o cardápio,
nem se preocupa em pedir açúcar.
Pode deixar pegarem a cadeira.
Só me diz que acabou.


0 comentários


Jogo a dois
1 de julho de 2016 às 1:23 PM | por Lorena Gonzalez Leal.
Eu não quero jogo, mas quero o mistério. Pode deixar subentendido, não precisa deixar ao pé da letra, mas não me faz correr atrás de pistas que não existem, não to brincando de pega-pega. Alias, não me faz correr atrás de nada porque eu tenho asma e canso rápido. 
Me mostra o que você quer e seja sincera comigo. Pode ter charme, pode sorrir de canto, mas me deixa ver seu objetivo – a não ser que a gente esteja jogando War – e canta pra mim os seus segredos, um de cada vez, que assim não acaba nunca. 
Vai bordando sua história na minha, mas não faz jogo da velha, não dá ponto cego. Pode entrar aos poucos, com cuidado, pode dar nó pra segurar, mas não deixa arrebentar. Junta sua linha com a minha que eu te ensino a costurar. 
Aceita meus carinhos, mas não usa pra outro alguém. Não me veste como um par de luvas, como galocha ou capa de chuva. Mas deixa marcar como tatuagem, com aquela dor suave que atravessa a pele e que depois passa e te enche de euforia e novidade. 
Mas se você quiser jogar, eu tenho baralho e tabuleiro, tenho conta na Steam e videogame, tenho bola, dado e dedos. Jogo pô e dorminhoco, dama, dominó e pega vareta. Só não jogo amor fora, nem carinho, nem meu tempo. 

0 comentários

Posts antigos. | Posts mais novos.
Lorena.

Paranaense, estudante de moda, escorpiana, chocólatra, impaciente, curiosa, desorganizada, ansiosa. Eu tenho um macaco azul e um sapo de aparelho, nunca tive amigos imaginários e no dia da Toalha eu levo a minha para todos os lugares. Dou risada em filme de terror, adoro cama-elástica, algodão doce e maçã do amor, acho divertido subir em árvores. Adoro escrever... Não me atreveria jamais a escrever um poema, sei que meu lugar é a prosa, o verso eu deixo pra quem quiser.

Sobre o blog.

"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar pra mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias. Mas preparado estou para sair discretamente pela saída da porta dos fundos. Experimentei quase tudo, inclusive a paixão e o seu desespero. E agora só quereria ter o que eu tivesse sido e não fui."




Agradecimentos.

Skin:Júlia Duarte.
Basecode:Jaja
Best view:Google Chrome