Cereja do Topo, por Lorena Gonzalez.

Declaração de amor
2 de fevereiro de 2014 às 1:44 AM | por Lorena Gonzalez Leal.
Esse pode parecer um texto bobo adolescente para vocês leitores ávidos de boa literatura russa ou francesa. Praqueles que devoram romances filosóficos, que não se assustam com os nomes cheios de consoantes dos autores e não têm medo de palavras difíceis distribuídas por mais de 500 páginas. Pode ser só um texto sentimental e até meio clichê, sem nenhuma lição importante no final, sem um plot twist interessante, sem mistério, sem um gancho que os prenda aqui. Até porque aqui nada está preso, estamos todos soltos, mas eu, que escrevo sobre tudo, não poderia deixar de escrever sobre vocês. Por mais que não seja nenhuma novidade e não chegue aos pés dos seus escritores preferidos, por mais que não seja realmente um presente de despedida ou um agradecimento formal. Por mais que a gente volte à rotina e que eu não mantenha contato, amo cada um de vocês. Nesse momento, sem prazo de validade, sem contrato e nem garantia, amo todos vocês com o coração aberto e feliz. E é lindo fazer parte disso, mergulhar de cabeça em cada ideia louca desses desconhecidos, seja uma cachoeira ou um balde, e não precisar explicar nada pra ser entendida. 
A gente até estranha encontrar as portas assim sempre abertas, os braços sempre dispostos e os colos sempre macios pra se deitar e tirar um cochilo. E os sorrisos e as cumplicidades que nos separam da vida adulta, tendo como única responsabilidade deixar cada um em casa são e salvo e devidamente alimentado. Talvez estejamos todos meio perdidos, talvez estejamos todos com medo, ou talvez estejamos apenas nos preparando e nos armando com o que existe de melhor em nós, com esse apoio sincero em amizades que vão durar o tempo que tiverem que durar, sem pedir nossa opinião sobre isso. O que importa é que tivemos uns aos outros por um verão (ou uma vida, dependendo do ponto de vista) e dividimos nossos primeiros porres, nossos copos, a comida que tivéssemos em casa, nossos dias e nossas noites, nossos sonhos e nossos planos. Dividimos o que não conseguimos dividir com o resto do mundo. Não construímos nada porque coisas assim não são construídas, são sentidas. E eu não preciso que me perguntem nada pra dizer que estar perdida com vocês é quase como estar achada e eu não me importaria de passar mais um dia inteiro aproveitando o sol e a piscina com vocês, ouvindo aquela música no ukulele. 

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Lorena.

Paranaense, estudante de moda, escorpiana, chocólatra, impaciente, curiosa, desorganizada, ansiosa. Eu tenho um macaco azul e um sapo de aparelho, nunca tive amigos imaginários e no dia da Toalha eu levo a minha para todos os lugares. Dou risada em filme de terror, adoro cama-elástica, algodão doce e maçã do amor, acho divertido subir em árvores. Adoro escrever... Não me atreveria jamais a escrever um poema, sei que meu lugar é a prosa, o verso eu deixo pra quem quiser.

Sobre o blog.

"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar pra mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias. Mas preparado estou para sair discretamente pela saída da porta dos fundos. Experimentei quase tudo, inclusive a paixão e o seu desespero. E agora só quereria ter o que eu tivesse sido e não fui."




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