Cereja do Topo, por Lorena Gonzalez.

Um oceano em ti
21 de outubro de 2012 às 1:40 PM | por Lorena Gonzalez Leal.
"Agora tem duas horas nos separando"
não, minha querida, duas horas não significam nada, poderia ser um oceano, temos que celebrar que sejam apenas duas horas. Você se diz apenas bêbada, pede que eu não confie em você, mas o que eu posso fazer? Você me ganhou com seu jeito de formar versos das palavras que eu digo. Imagine um oceano entre nós, seis, sete ou oito horas entre as nossas prosas. Não, eu não suportaria. Gosto de ter você sempre por perto, ainda que bêbada. Gosto dos sorrisos que leio em nossas palavras, tanto nas minhas quanto nas suas. Gosto de te ver fantasiar sobre a gente... Um oceano é terrível! Tentei transformar em poema, mas não coube em verso, só me importa transformar em literatura, o que já somos puramente, de qualquer forma. E então me pede que eu não fuja, como poderia? Estou acorrentada a você, te mostrei meus poemas, te fiz música e te dei desenhos. Além do mais, fugir pra onde? Não poderia atravessar um oceano, não sei se conseguiria nadar tanto, meu fôlego é pouco e falho, como o de um velho em hora de morte. Tenho as minhas crenças e você tem seus medos, ou talvez seja o contrário. Me cubro de inseguranças que você insiste em apagar e ainda assim me pede pra não confiar, diz que me entende. Sei apenas que essas horas não serão nada para nós, podemos parecer duas almas loucas e perdidas em meio às incertezas, mas somos de ouro, meu bem, de ouro!



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Lorena.

Paranaense, estudante de moda, escorpiana, chocólatra, impaciente, curiosa, desorganizada, ansiosa. Eu tenho um macaco azul e um sapo de aparelho, nunca tive amigos imaginários e no dia da Toalha eu levo a minha para todos os lugares. Dou risada em filme de terror, adoro cama-elástica, algodão doce e maçã do amor, acho divertido subir em árvores. Adoro escrever... Não me atreveria jamais a escrever um poema, sei que meu lugar é a prosa, o verso eu deixo pra quem quiser.

Sobre o blog.

"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar pra mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias. Mas preparado estou para sair discretamente pela saída da porta dos fundos. Experimentei quase tudo, inclusive a paixão e o seu desespero. E agora só quereria ter o que eu tivesse sido e não fui."




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