Cereja do Topo, por Lorena Gonzalez.

Só pra descontrair
27 de abril de 2011 às 9:07 PM | por Lorena Gonzalez.

Estava aqui, passeando na internet, e me deu uma vontade de compartilhar essas músicas... Sei lá, só me deu vontade, aproveitem (:




E se algum dia eu perguntar pra você qual é aquela música assim meio de balada que tem um clipe cheio de esqueletos, essa é a música:




0 comentários


You should be here with me
20 de abril de 2011 às 10:25 PM | por Lorena Gonzalez.

O problema de desenhar na carteira da escola é que alguém sempre escreve alguma coisa por cima e depois vem a zeladora e apaga...

3 comentários


Silenciosa carta quase musical
15 de abril de 2011 às 11:37 PM | por Lorena Gonzalez.
Ela andava nervosa pela rua. Segurava o envelope firme nas mãos, mas com cuidado pra não amassar. Estava ansiosa. Atravessou a rua sem prestar muita atenção, levou um susto ao ouvir a buzina do carro que passou quase encostado nela. Virou na esquina e parou, era essa a rua.
Respirou fundo e caminhou segura, acelerando um pouco o passo. Não olhava para os lados, apenas para frente. Tinha medo de desistir. A tarde estava quente e ela estava começando a suar.
Parou abruptamente ao perceber que estava quase em frente ao prédio dele. Tinha a sensação de que seu coração estava batendo tão alto que qualquer um, num raio de um quilômetro, conseguiria ouvi-lo. Sentia-se com sete anos de idade de novo, as pernas bambearam.
Ela se virou e voltou a andar, dessa vez em direção a esquina. Sentindo-se completamente idiota ela parou, olhou o envelope nas mãos. Já era a segunda vez que desistia de entregá-lo. Na primeira não estava sozinha, tinha ido com uma amiga, chegaram a falar com o porteiro, mas foi embora com o envelope ainda em mãos.
Decidiu: voltaria lá e entregaria o envelope ao porteiro, não precisaria nem olhar na cara dele. Depois na escola ela dava um jeito... Afinal, eles não eram nem da mesma sala, ela não precisaria vê-lo. Não precisaria vê-lo nunca mais na vida.
Voltou a andar, lentamente, em direção ao prédio, ensaiando a conversa com o porteiro. Ficou imaginando qual seria a reação dele... Talvez ele nem lesse! Ela não sabia se isso servia de consolo. Queria que ele soubesse, só não queria ter que encarar uma resposta.
-Oi! – Ela congelou. Era ele saindo do prédio.
-O que você ta fazendo aqui? – Sua voz saiu tremida, ela não conseguia esconder o nervosismo. Provavelmente estava corando.
-Eu moro aqui. – Ele sorriu. – E você?
-Eu não moro aqui. – Ele riu. Ela respirou fundo, passou a mão no cabelo, olhou para o envelope – Eu vim... É pra você.
-Pra mim? – Ele olhou o envelope, parecia um pouco confuso, mas ainda sorria – E o que é isso?
-Uma carta. – Ela sorriu, a mão ainda no cabelo, como sempre fazia pra disfarçar a ansiedade.
-É, isso eu percebi. – Ele riu – Acho que eu vou ter que ler pra descobrir, não é?
-Acho que sim, mas... – Ridícula, era assim que ela se sentia – faz assim, espera eu chegar pelo menos na esquina antes de ler.
-Ta, mas por quê? – Ele levantou uma sobrancelha.
-Só espera... – Ela sorriu e se virou.
Andou até a esquina se sentindo bem mais leve, o vento fresco batendo em seu rosto. Tinha conseguido, entregara o envelope. A vontade que ela sentia era de cantar, ali mesmo no meio da rua, cantar bem alto qualquer coisa. A única coisa que importava é que ele tinha recebido a carta e agora ele saberia.
Ela chegou à esquina e olhou para trás. Ele segurava a carta na mão, abrindo o envelope devagar. Sem conseguir deixar de sorrir ela continuou andando pela rua. Dessa vez ninguém conseguiria ouvir as batidas calmas e quase musicais do seu coração.

3 comentários

Posts antigos. | Posts mais novos.
Lorena.

Paranaense, estudante de moda, escorpiana, chocólatra, impaciente, curiosa, desorganizada, ansiosa. Eu tenho um macaco azul e um sapo de aparelho, nunca tive amigos imaginários e no dia da Toalha eu levo a minha para todos os lugares. Dou risada em filme de terror, adoro cama-elástica, algodão doce e maçã do amor, acho divertido subir em árvores. Adoro escrever... Não me atreveria jamais a escrever um poema, sei que meu lugar é a prosa, o verso eu deixo pra quem quiser.

Sobre o blog.

"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar pra mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias. Mas preparado estou para sair discretamente pela saída da porta dos fundos. Experimentei quase tudo, inclusive a paixão e o seu desespero. E agora só quereria ter o que eu tivesse sido e não fui."




Agradecimentos.

Skin:Júlia Duarte.
Basecode:Jaja
Best view:Google Chrome